cobrança escolar durante 2020
Gostaria de saber sobre os direitos do consumidor dentro da pandemia com relação a escola particular. Meu filho de 6 anos cursou a primeira série em uma escola em uma cidade do estado de São Paulo. Devido a pandemia, muitos casos de inadimplência foram identificados. Sou profissional do ramo de eventos, mercado que ainda não teve uma retomada até a data presente em fevereiro de 2021. Em conversa em 2020, meio do ano, o diretor disse a mim que não cobraria juros e multas devido a atrasos por entender a situação que estávamos passando. Fui pagando parcialmente as mensalidades até o término do ano, sobrando um débito em 2020. Dia 15 de janeiro de 2021, busquei tentar agendar uma reunião para resolvermos a situação, onde eu iria quitar 100% do saldo devedor. Não tive resposta sobre a reunião, foi agendado então uma ligação, que também não me foi feita pelo diretor. Encaminhei um email para pedir apenas os dados da conta e o mesmo me mandou agora o valor atualizado com saldo de juros e multa , totalizando quase 250 reais de diferença. Pedi ao mesmo que reconsiderasse para que fosse efetuada a quitação ou em caso negativo que me explique o motivo dessas taxas aplicadas. Nesse caso, a escola pode aplicar as mesmas taxas descritas em contrato? O fato de estarmos dentro de um estado totalmente atípico não serviria para rever essas clausulas? Se for cobrado tudo conforme o contrato, eu poderia requerer algum valor referente as aulas presenciais que foram descritas em contrato que não aconteceram, comparando ao ensino de uma faculdade que aplica mensalidades menores para alunos que cursam pelo sistema EAD? O material que me foi exigido para o aluno, e simplesmente não foi utilizado, como papéis decorativos, material de arte, eu poderia pedir também que fosse restituído? Não busco levar vantagem em cima de ninguém, porém não tolero que tentem fazer isso comigo.