Esses pagamentos e valores foram arbitrados, homologados, decididos pelo judiciário ou é um simples acordo bilateral que possui com seu pai?
Oras se for um acordo consensual, não lhe resta outra opção que demandá-lo judicialmente.
Entendimento do STF no qual advogado de Vso. ente paterno tomará como base:
Em rigor, a formação profissional se completa com a graduação, que, de regra, permite ao bacharel o exercício da profissão para a qual se graduou, independentemente de posterior especialização, podendo assim, em tese, prover o próprio sustento, circunstância que afasta, por si só, a presunção iuris tantum de necessidade do filho estudante.
STF - (STJ - Recurso Especial nº 1218510/SP (2010/0184661-7), 3ª Turma do STJ, Rel. Nancy Andrighi. j. 27.09.2011, unânime, DJe 03.10.2011).
Porém, o maior entendimento do judiciário é o foco na Doutrina do binômio necessidade Vs. possibilidade. Uma vez que pode provar o rendimento econômico de Vso. ente paterno, através de N fatrores, como qualidade de vida, bens móveis e imóveis, etc. E comprovar rendimento de Vsa. mãe e sua necessidade de foco nos estudos dado a dificuldade do nível que se encontra, por não poder dedicar a outra força laboral, então será certo o deferimento do seu pedido.
Apenas temo que no ponto acima, deverá consolidar prova inequívoca que a realização das especializações são essenciais para o rumo que pretende seguir. Darei um exemplo:
Suponha que Vso. interesse seja ministrar aulas de Direito em uma faculdade pública, logo fazendo-se uma constatação objetiva da realidade do magistério universitário no Brasil, é impossível negar que “atualmente, o mestrado e/ou doutorado são requisitos básicos exigidos em qualquer concurso público para professor universitário. E não é à toa. A formação de professores universitários é um dos objetivos da pós-graduação stricto sensu.
Aliás, seu pai que deveria temer essa sua decisão e não você, pois segundo que narra, há uma disparidade visível entre o que ele poderia lhe oferecer como filho (vivendo com ele, pela qualidade de vida dele) Vs. dois salários mínimos que ele te oferece.
Na minha opinião e vivência empírica em casos semelhantes. Se contratar um advogado com habilidade negociativa e experiência consolidada em casos semelhantes, então na audiência de conciliação ou até mesmo extrajudicialmente, seu pai lhe pagará mais e com tranquilidade dos recebíveis até completar 24 anos ou finalizar o último processo de estudo.