Imaginemos a seguinte situação hipotética: um rapaz maior de idade, que passou em um concurso para Juiz de Direito, atingindo todos os pré-requisitos para a investidura do cargo. Porém apesar de ter um comportamento exemplar na sociedade, na sua vida pregressa o mesmo TINHA o costume de praticar sexo virtual, com o cuidado de perguntar a idade da pessoa que estava ao outro lado(para se garantir que a mesma era maior de 18) , já que os 2 não mostravam o rosto e apenas as partes intimas e praticavam o ato de forma CONSENTIDA. Esse cuidado claro, tomado para que haja a justificativa de "Erro de Tipo", caso uma das partes tente induzir o outrem a um "erro", ou há alguma acusação injusta.Ressaltando que no histórico da conversa haveria a pergunta sobre e idade, então caso a mesma fosse constar em algum processo, a própria já iria esclarecer tudo.
Perguntas:
Na visão jurídica, essa pessoa poderia se sentir bem com sua consciência já que foi cautelosa e se tornar um profissional de Direito(Advogado ou Juiz)?Ou o senhor dela morreu?
3 Respostas
Dr. RodrigoBarros⚖️ Advogado
Bom Dia, nesse caso seria algo mais voltado para filosofia ou filosofia do direito ou psicologia ou psicologia jurídica. Pessoalmente se a pessoa não se sente bem diante dessa situação, a mesma é que sabe se deve fazer o concurso ou não, assim como começar a advogar.
No aspecto do exame da vida pregressa caberia uma analise pelos antecedentes criminais, se isso gerou algum processo com alguma punição ou caso isso venha a se tornar alguma pergunta ou questionamento perante a avaliação psicológica que será uma etapa, pelo menos do concurso para Magistratura.
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futuroestudante2018★
Bom dia,
Obrigado pela resposta, acredito que realmente seria uma situação pessoal mesmo, algo entre a pessoa e Deus.Agora uma forma da própria pessoa tentar reparar o seu comportamento, digamos um pouco arriscado, seria no futuro, após anos de carreira lançar um livro de sua biografia destacando suas próprias autocriticas(digamos bem exigentes) internas e seu desejo de cursar direito, e também ajudar na regulamentação do uso da internet ,por exemplo sugerindo o atrelando do uso do computador ao CPF da pessoa(o que daria uma garantia da idade de quem está utilizando). Isso seria uma forma de tentar fazer os cidadãos usarem a internet de maneira mais segura, ou seja oferecer a segurança total que gostaria de ter mas não teve.Outra forma também seria promover palestras sobre como se deve utilizar internet de forma cautelosa, enfim, fornecer a população um serviço que não teve, acredito que seria algo de bom concorda?
Dr. RodrigoBarros⚖️ Advogado
Sim, a autocritica e/ou autoavaliação seria uma possibilidade, mas como advogado/juiz ou juíza ou qualquer outro profissional, nada impediria de publicar tal obra, e além disso de ter participação pública, em projetos de lei e/ou outras normas visando tentar se redimir pessoal e publicamente, seria uma alternativa, como você mesmo mencionou.