Filho requer pensão dos pais para morar com companheira

userPremium Rosane Nascimento ★
Somos do Sul, sou autônoma e me separei e estou morando com meu filho em Manaus, ele tem 18 anos,esta na faculdade e o pai envia a pensão alimentícia na conta dele. Ele conheceu com 17 anos uma mulher com 28 anos, e quando ele completou 18 resolveu sair de casa e alugou uma casa para morar com ela, com o dinheiro da pensão que o pai envia, e agora ele quer me acionar na justiça para receber mais uma pensão minha. Pergunta ele pode fazer isso já que foi ele que saiu de casa?! ele falou que os pais tem que sustentá-lo até os 24 anos devido ainda estar estudando na faculdade, mas a finalidade da pensão abrange o custeio dele com uma companheira, tendo a minha casa e um quarto só dele para ele morar?!? posso obriga-lo a voltar pra casa?!? ou solicitar judicialmente que a pensão seja depositada na minha conta para gerir até o término da faculdade, e ele volte para casa?!

1 Resposta

Dr. Torres ⚖️ Advogado
Percebo que Vsa. dúvida é continuação da pergunta: https://advogadoonline.consultaprocesso.com.br/ele-esperou-completar-18-anos-para-sair-de-casa-com-a-namorada/ Não imaginei que o caso estava tão grave em termo afetivo com Vsa. pessoa. - O jovem pode utilizar o dinheiro da pensão do pai para locar imóvel. - O Magistrado irá verificar se a Sra. tem possibilidade de lhe enviar dinheiro para completar pensão que o pai deixa desejar E se o jovem realmente precisa de mais dinheiro. Sua defesa pode fundamentar ao fato do pai possuir patrimônio e condições mais favoráveis que a Vsa. assim deveria demandá-lo por revisão da pensão já paga. - Não pode obrigá-lo voltar para casa da Sra. Mas pode arguir no processo que tem condições de lhe fornecer um lar na casa que já pagou (se própria) ou que paga mensalmente (se aluguel). - Não pode solicitar que a pensão dele, oriunda do pai, seja paga para a Sra, pois ele possui maioridade civil. Salvo se conseguir provar em juízo que Vso. filho é pródigo, porém os efeitos desse processo e status civil seriam prejudiciais ao futuro do jovem, tanto emocionalmente, como em sua carreira e atividade profissional.