Poder de decisão sobre idoso lúcido, mas doente.
Boa tarde.
Há uma idosa com um casal de filhos adultos, ambos com filhos. A filha mora na mesma cidade e a vê com frequência, enquanto o filho mora em outra cidade e não a vê com frequência por motivos óbvios (distância), mas está sempre em contato por telefone.
A idosa possui situação financeira bastante confortável e é perfeitamente lúcida e ativa, o que a manteve independente financeiramente e, inclusive, a possibilita prestar ajudas constantes por vontade própria a familiares, pratica à qual a filha sempre se mostrou contra, exceto quando se trata dela e de seus filhos sendo os favorecidos.
A idosa sempre fez questão abertamente de tomar as próprias decisões (sobretudo financeiras) e sempre se incomodou profundamente com as tentativas de controle sobre sua vida por parte da filha.
A idosa perdeu a visão há algum tempo e encontra-se com problema de saúde tratável, mas bastante desconfortável e debilitante pela dor e necessidade de permanecer em cassa, precisando de auxílio constante que esta paga com seu próprio dinheiro. No entanto, permanece perfeitamente lúcida.
Neste momento delicado, a filha não só está auxiliando-a com as questões médicas, mas também tomou o controle da situação financeira e está tomando todas as decisões sobre a mãe (incluindo o gerenciamento de suas finanças) sem permitir a participação ativa do irmão em nenhuma das decisões - incluindo as médicas que não se tratam de urgência e poderiam ser discutidas a tempo), além de cortar as ajuda feitas pela mãe a outros familiares com exceção dela mesma e dos filhos.
Não havia desejo prévio da idosa de ter ela como representante legal e não há, até onde se sabe, nenhuma declaração da idosa dando a ela esse poder.
A filha usa como pretexto a necessidade de não estressar a mãe, toma várias decisões sem consultá-la e dificulta a comunicação do filho com ela.
A pergunta é: ela tem esse direito?
Quais os direitos do filho (que é mais novo que a irmã) e o que pode ser feito?
Grata pela ajuda!