Problemas com empréstimo pessoal

userPremium laroero ★
Bom dia, peço a ajuda de vocês, pois estou em uma situação desesperadora, minha mãe é pensionista do governo federal e durante alguns anos adquiriu alguns empréstimos, alguns descontados em folha de pagamento pelo Banco do Brasil, e outros descontos como débito automático, o problema é que somando todos os descontos, tantos os em folha quanto os débitos automáticos, ultrapassam 90% do salário líquida dela, e só fiquei sabendo dessa situação porque ela não tinha mais dinheiro nem para pagar o aluguel de onde mora, faltou até para comprar comida, tive que me individar para ajudá-la, os empréstimos foram feitos e sendo renegociados ao longo dos anos, por isso o tamanho da dívida é tão grande, e essas dívidas foram com o consentimento da minha mãe sim, porém o que quero saber é se o banco que empresta, assim como as instituições financeiras, não sabem que no máximo essas dívidas só podem comprometer 30% do salário líquido da pessoa que contraiu as dívidas, justamente poupando a mesma de passar por situações de puro constrangimento e necessidade financeiras, peço gentilmente a ajuda de vocês o mais rápido possível, pois não sei mais o que fazer para contornar a situação. Agradeço desde já, Luiz Antonio Ribeiro de Oliveira contato: (editado pelo admin) ou (editado pelo admin) OBS: eu realizei o pagamento para atendimento Premium

1 Resposta

Dr. Torres ⚖️ Advogado
Caro Luiz, Normalmente o Banco não tem conhecimento se o cliente possui outros empréstimos na praça e ainda que tenha e que seja até do mesmo Banco, leva isso em consideração apenas para apreciar "o risco do empréstimo". Salvo se Vsa. mãe for pródiga, todos seus atos comerciais são válidos e enquanto os Bancos forem liberando os empréstimos para essa, uma vez que possui capacidade civil plena, responderá legalmente, por todos atos realizados. Logo não vislumbro manobras judiciais ao favor dela, inicialmente. Porém, de maneiras comerciais e negociativas com os bancos, levando ao conhcimentos dos gerentes responsáveis pelos empréstimos da atual situação e os informarem que a cliente sofre de acesso financeiro a sua própria subsistência. Assim, poderão prolongar os prazos e diminuir o valor das parcelas. Segunda opção seria procurar um Banco que ofereça taxa menor que a média dos empréstimos e assuma o risco dos outros os bancos, assim paga-se menos juros e diminui o valor das parcelas. Terceira opção seria demandar judicialmente os Bancos, já que os valores são retidos na fonte, poderá o magistrado deferir que a cliente precisa de um mínimo garantido para essa subsistência. Nesse caso deverá, necessariamente, contratar um advogado e terá proteção do CDC já que a relação com os Bancos é de consumo.