Sou padrasto de um rapaz de 22 anos.
Boa tarde, Srº Advogado.
Eu vivo com a minha companheira à sensivelmente seis anos. Nós temo-nos dado bem nestes seis anos desde que nos juntamos. Vivemos numa casa onde o contrato de renda e luz está no meu nome.
À coisa de um anos eu e a minha mulher/companheira, recebemos na nossa casa o filho só da parte da minha mulher. Isto porque o pai biológico é toxicodependente e ele também vivia com uma companheira e tiveram uma ordem de despejo. Enfim.
Neste curto espaço de tempo desde que veio viver connosco, o rapaz tem demonstrado ser agressivo para comigo e para com a minha mulher.
Ainda ontem, dia 15-11-2015, a mãe ralhou com ele por causa do tempo que passa na internet, dezasseis horas diárias, pois ele não trabalha nem estuda. Conclusão, o rapaz deu uma bofetada na cara da mãe porque diz estar a jogar com os amigos online. Foi tão simples quanto isto.
Eu intervi, pois não foi só a bofetada, mas, também agarrava a mãe pelos braços e o rapaz também me agrediu, com socos.
O rapaz já várias vezes antes deste acontecimento, que tem feito outras como não gostar de mim, porque não sou pai mas sim padrasto. Não me aceita pelo simples fato de eu estar a viver com a mãe. Tem-me vindo a dizer de caras que não gosta de mim e que a casa não é minha porque estou desempregado e apenas recebo 167.00 euros de RSI enquanto a mãe recebe 300.00 euros, enfim.
A minha mulher, lamento dizer isto, mas compreendo a posição dela, está do meu lado e concorda com o fato de ele sair de casa.
Eu e a minha mulher, não queremos que ele fique na rua, mas, há pessoas de família que certamente deitam-lhe a mão, porque essas pessoas sabem o quanto ele não aceita a nossa relação.
Para terminar, podemos por o rapaz fora de casa?... Levar em conta que eu e a mãe estamos juntos nesta decisão.
Obrigado pelo seu tempo,
Cumps,
Victor Sá